sexta-feira, 29 de junho de 2012


A importância das cores na criação de uma interface com foco na aprendizagem

Para uma máxima funcionalidade e legibilidade da interface as cores são componentes indispensáveis para tornar esse ambiente organizado, atrativo, esteticamente atraente e facilitador no que se refere a ambientação do educando ao uso correto das tecnologias midiáticas disponíveis no AVA. Os textos a sugeridos servirão para clarificar ao aluno de design quanto à importância ao uso das cores em  AVA.

Texto 1

 FITness: Um objeto de aprendizagem Baseado em Design de Interface para Software Educativo
                                                                     Roberta Pasqualli

A utilização de cores no desenvolvimento de interfaces de objetos de aprendizagem deve ser avaliada cuidadosamente; conforme Amantini et al. (2002), a cor não é somente uma propriedade estética em sua aplicabilidade emsites (no nosso caso, também em objetos de aprendizagem), a cor tem um poder cognitivo, é uma ferramenta para identificar os elementos que devem atrair atenção, interagindo com o usuário.
Vaughan (1994, p. 382) afirma que:

A reação dos humanos em relação às cores é influenciada por filtros culturais e por experiências que fazem com que frequências de cores diretas carreguem sensações de prazer, desconforto, calma, depressão e muitos outros significados especiais. Nas culturas ocidentais, por exemplo, o vermelho é a cor de raiva e perigo; nas culturas orientais, o vermelho é a cor da felicidade.

          No processo de comunicação, o uso de cores pode “[...] enfatizar informações, identificar estruturas e subdivisões, retratar os objetos naturais de forma realista, visualizar o tempo e o progresso de uma operação, reduzir erros de interpretação, aumentar a compreensão, aumentar a credibilidade e a aparência.” (BORGES, 1997, p. 51). As cores, neste caso, têm o papel fundamental de facilitar o acesso do usuário ao objeto de aprendizagem, fazendo com que se localize de maneira objetiva e clara em seu conteúdo.
     A aplicação coerente das cores na interface pode fazer, até mesmo, que o usuário a utilize com mais assiduidade, como afirma Pedrosa (2005, p. 5):

[…] o uso padronizado das cores em uma interface, como forma de garantir uma melhor performance e conforto do usuário perante o sistema, e aumentar a eficiência da transmissão de informação, na medida em que este recurso tem a capacidade de chamar e direcionar a atenção do usuário, enfatizar alguns aspectos da interface, diminuir a ocorrência de erros e tornar a interface mais fácil de ser memorizada, o que pode significar um aumento no número de acessos ao site.


  Ao observarmos a figura, apresentada acima, pode-se perceber que foram utilizadas cores sóbrias, desde a composição do logotipo e até em seu plano de fundo, com tons de azul, que inspira estabilidade, tem efeito calmante, diminuindo o ritmo respiratório, a pressão sanguínea e a tensão muscular (BADGETT; SANDLER, 1994; BORGES, 1997).
As cores de fundo e as cores dos textos também seguiram uma composição sóbria, combinando cores de fundo claras com textos escritos em tons mais escuros, o que, de acordo com Vaughan (1994) é valido, já que, para destacar a fonte, ou torná-la mais legível, é necessário que se explorem os efeitos de cores de tipos e fundos diferentes como, por exemplo, texto em branco e fundo escuro. A utilização de cores escuras para fundos e cores mais suaves para os textos e ilustrações permite que o usuário direcione sua atenção para o mais importante, uma vez que o olho é, naturalmente, desviado para as áreas mais claras do primeiro plano.
  

Referência:

 Acesso: 11/06/2012

Texto 2

O USO DAS CORES COMO INFORMAÇÃO EM INTERFACES
DIGITAIS
                                                                                                      TAÍS MORAES CAMPOS PEDROSA*

O fato de o usuário não conseguir encontrar em uma interface uma informação que ele sabe que está lá pode acarretar frustração e desistência da navegação. O recurso cor pode contribuir consideravelmente para facilitar o aprendizado do modelo de usabilidade pelo usuário, de maneira que o mesmo, intuitivamente, possa acessar as informações que deseja.
           Para Amantini et al. (2002) a cor não é somente uma propriedade estética em sua aplicabilidade em sites, como também ao seu poder cognitivo, uma ferramenta para identificar os elementos que devem atrair atenção, interagindo com o usuário. Então, podemos observar algumas vantagens do uso adequado da cor em interfaces no momento em que este recurso auxilia a visualização, melhorando a legibilidade da informação; torna os terminais de vídeo mais bonitos e agradáveis, possibilita gerar imagens realistas, possibilita indicar mecanismos de segurança, observações da natureza permitem associações entre cores e momentos, lugares e sentimentos. Além disso; é possível acrescentar informações a interfaces por meio da utilização das cores, determinando um estado de espírito, representando associações simbólicas e auxiliando na identificação de estruturas e processos.
          Outro aspecto importante é o uso padronizado das cores em uma interface, como forma de garantir uma melhor performance e conforto do usuário perante o sistema, e aumentar a eficiência da transmissão de informação, na medida em que este recurso tem a capacidade de chamar e direcionar a atenção do usuário, enfatizar alguns aspectos da interface, diminuir a ocorrência de erros e tornar a interface mais fácil de ser memorizada, o que pode significar um aumento no número de acessos ao site.
         Alguns cuidados devem ser tomados em um projeto de interfaces no que tange a utilização das cores. Deve-se considerar o aspecto cultural, ou seja, o grupo de pessoas a quem se destina o sistema, pois algumas comunidades podem apresentar reações negativas diante de certas cores. As cores devem ser selecionadas de modo a evitar uma fadiga ao órgão visual do usuário, tendo em vista que ao selecionar um conjunto de cores, deve-se ter em mente que uma cor específica á afetada pelo ambiente que a circunda e, que as cores interage umas com as outras.

Referência:

quarta-feira, 20 de junho de 2012


Tecnologias

     A tecnologia ocupa um lugar cada dia mais importante em nossa sociedade. Dentre essas técnicas, a da eletrônica, da informática e das telecomunicações constituem o que o uso atual denomina globalmente de tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Essas tecnologias, que na verdade não são mais "novas", desempenham hoje e para amanhã um papel tão determinante que é comum se falar de "sociedade da informação". A maior parte das atividades humanas, da vida cotidiana à do trabalho, do nível local ao nível planetário, são direta ou indiretamente concernidas e modificadas pelas TIC, pelos intercâmbios de informações e de dados de todos os tipos.


Educação a distancia: Desafios e possibilidades



     Segundo Moran (2002), a educação a distancia é caracterizada por ser um processo de ensino - aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos se encontram em espaços distintos.
A EAD no Brasil ganhou força com a promulgação da LDB (lei 9394/96), essa modalidade de ensino veio contribuir para o desenvolvimento do aluno contemporâneo, que tem através desta, a possibilidade de formação continuada.
Com a inclusão digital e as redes sociais, a EAD cresceu e tornou- se atrativa ao romper com as dimensões de tempo e espaço, neste sentido esse educando que vive em um ritmo acelerado, encontra na Educação a Distância a ressignificação do conceito de aluno e professor, tendo ambos uma nova identidade. Isso vai além da “reciclagem” e da atualização de conhecimentos e muito mais além da “assimilação” de conhecimentos. A sociedade do conhecimento é uma sociedade de múltiplas oportunidades de aprendizagem.
Neste contexto, o professor é muito mais um mediador do conhecimento diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. O aluno precisa construir e reconstruir conhecimento a partir do que faz. Para isso, o professor, também, precisa ser curioso, buscar sentido para o seu exercício e apontar novos sentidos para o “quefazer” dos seus alunos. Ele deixará de ser um “lecionador”, para ser um organizador do conhecimento e da aprendizagem. As novas tecnologias criaram novos espaços do conhecimento. Agora, além da escola, também a empresa, o espaço domiciliar e o espaço social tornaram- se educativos. A educação a distância não consiste em algo transitório ela é parte de um processo de mudança, que compreende não só a democratização do acesso a níveis crescentes de escolaridade e atualização permanente como também a adoção de novos paradigmas educacionais, em cuja base está os conceitos de totalidade, de aprendizagem como fenômeno pessoal e social, de formação de sujeitos autônomos, capazes de buscar, criar e aprender ao longo de toda a vida e de intervir no mundo em que vivem.
     Para Maia e Matar (2007, p.6), a “filosofia que fundamenta essas propostas de ensino é simples: o aprendizado não deve ocorrer apenas na sala de aula” o aluno é o principal agente no processo de aprendizagem, ele precisa “aprender a aprender”, e sendo esse aluno um educador ele vai aprendendo para ensinar ao seu aluno a buscar o conhecimento tendo em vista que vivemos em um contexto no qual o acesso as informações é de múltiplas maneiras não sendo limitado ao espaço escolar.
Para Belloni (2009), devemos refletir sobre como a EAD é compreendida: nos países pobres ela é vista como solução de emergência para problemas educacionais, no entanto, para os países ricos ela vem contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino presencial em todos os níveis. Em ambos os casos a inovação tecnológica esta no centro das mudanças com intuito de torna a educação apta a responder as demandas sociais do século XXI.

 Referências:

 MORAN, José Manuel. O que é educação à distância. 2002.Disponivél em : http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm>  acesso em 08\01\2011
MAIA, Carmen; MATAR, João. ABC da EAD: A Educação à distância hoje. São Paulo: Pearson, 2007
BELLONI, Maria Luíza. Educação à distância. 5. Ed. Rio de Janeiro: autores associados. 2005